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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Cotidiano: Batom Vermelho

Drops literário, fragmento do livro: livro Sem Amarras! Arte digital, gerada por inteligência artificial. Créditos: Texto de Fabiane Braga Lima e direção de arte, arte final e redação de Samuel da Costa poeta e contista em Itajaí, Santa Catarina.

 

Cotidiano: Batom Vermelho

 

As horas passam devagar. Eu não vejo a hora de chegar a madrugada, pois existe um silêncio excitante nela. É na madrugada que me sinto graciosa, onde me olho no espelho. Pode até soar estranho, mas é nessas horas que passo um batom vermelho e me sinto bem. Renovo-me; sou uma outra pessoa, mais alegre e mais grata por estar bem comigo mesma!

É nessas perdidas horas noturnas que leio meus livros, que ouço vozes que saem do meu inconsciente. Quando tenho a mente acelerada, geralmente ando em círculos. Logo depois, me aquieto. Digo que cansei de ler e escrever, mas é mentira (risos).

Às vezes, penso nessas horas: se todos nós tivéssemos a chance e o tempo para ler e escrever, nosso país seria bem diferente do que é agora. Não haveria tanta ignorância, violência, ganância e mentira.

Se todos tivéssemos a chance de conhecer histórias de escritoras do quilate de Carolina Maria de Jesus, existiria mais valor nos estudos e uma vida mais digna para todos nós.

Silencio-me agora; vou retocar meu batom vermelho! Logo depois, quero ler Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus — livro que recomendo.

 

Texto de Fabiane Braga Lima, poetisa, cronista, contista e novelista, de Rio Claro, São Paulo.

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