Latitudes #72Concursos literários, editais, cursos de literatura, eventos literários e financiamentos coletivos entre 4 e 31 de maio.
Concursos literários11 de maio[América Latina] Prêmio Roche de Jornalismo em SaúdeEstão abertas as inscrições para o Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde 2026, que busca trabalhos sobre temas como acesso à saúde, inovação científica, doenças crônicas e saúde da mulher. A premiação reconhece produções jornalísticas da América Latina comprometidas com a qualidade da informação em saúde. 14 de maio[Brasil] Laboratório de tradução coletivaEstão abertas as inscrições para o curso “Jogando Juntos: laboratório de tradução coletiva”, promovido pela Escrevedeira, que acontece em 14 de maio. A proposta é reunir participantes em um processo colaborativo de tradução literária, com encontros online e foco na prática coletiva e na reflexão sobre o fazer tradutório. 15 de maio[Brasil] Prêmio Outono em Vários TonsA Editora Typus abriu as inscrições para o Prêmio Literário Outono em Vários Tons 2026, que contempla conto, crônica e poesia em língua portuguesa. Com mais de R$ 20 mil em prêmios, o concurso também garante a publicação dos textos finalistas em coletânea digital e impressa, ampliando a visibilidade de autores iniciantes e experientes. [Brasil] Prêmio José SaramagoEstão abertas as inscrições para a 14ª edição do Prêmio José Saramago, voltado a autores de até 40 anos com obras inéditas de ficção em língua portuguesa. Com premiação de cerca de 40 mil euros, o vencedor terá o livro publicado no Brasil e em Portugal, em nova fase que marca a parceria com a Editora Record. [São Paulo] Vivência Literária Dias RarosA Vivência Literária Dias Raros realiza sua segunda edição em São Paulo, entre 16 e 17 de maio, com programação que inclui minicurso, leituras e encontros com autores. Capitaneada pelo escritor João Anzanello Carrascoza, a iniciativa propõe uma imersão no processo criativo e no intercâmbio entre participantes. 19 de maio[Brasil] Prêmio JabutiEstão abertas as inscrições para a 68ª edição do Prêmio Jabuti, uma das principais premiações literárias do país, que contempla obras publicadas em 2025 em 23 categorias. A edição traz como novidade uma categoria voltada a criadores de conteúdo digital. 21 de maio[Brasil] Concurso Dom Phillips e Bruno PereiraEstão abertas as inscrições para o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação, que reconhece iniciativas em defesa do meio ambiente, povos indígenas e comunidades tradicionais. A premiação total é de R$ 300 mil, e podem participar jornalistas, comunicadores, artistas e pesquisadores maiores de 18 anos. 25 de maio[Brasil] Concurso de poesia da Revista BulaA Revista Bula abriu inscrições para o 1º Bula Prêmio de Poesia, voltado a textos em língua portuguesa. O concurso prevê R$ 35 mil em prêmios e publicação dos vencedores em coletânea digital. 29 de maio[Brasil] Prêmio Pallas de LiteraturaA Pallas Editora está com inscrições abertas para o Prêmio Pallas de Literatura 2026, voltado a autores negros brasileiros com livros inéditos de contos. O vencedor terá a obra publicada e receberá mentoria editorial. [Brasil] Prêmio ABEUA Associação Brasileira das Editoras Universitárias abriu as inscrições para o Prêmio ABEU 2026, que reconhece livros acadêmicos publicados em 2025. A premiação contempla nove categorias e busca valorizar a produção científica e editorial brasileira. 31 de maio[América Latina] Prêmio Latinoamérica Independiente de Não FicçãoEstão abertas as inscrições para o Prêmio Latinoamérica Independiente de Não Ficção 2026, voltado a obras inéditas em português ou espanhol. Organizado por editoras independentes da região, o concurso seleciona um trabalho para publicação simultânea em diversos países da América Latina. [Brasil] Curso Engrenagens do RomanceA Seiva está com inscrições para o curso Engrenagens do Romance, ministrado pela escritora Carol Bensimon. A formação aborda elementos como tempo, personagem, ritmo e estrutura narrativa, combinando aulas gravadas, encontros ao vivo e feedback individual de textos para quem deseja desenvolver projetos de ficção. Feiras e festivais literáriosFestival da Língua PortuguesaEntre 5 e 9 de maio, o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, realiza um festival gratuito para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa e os 20 anos da instituição. A programação reúne nomes como Letrux, José Eduardo Agualusa e Amara Moira, com shows, debates, leituras, filmes e atividades para crianças, espalhados pelo museu, pela Estação da Luz e pelo entorno, em uma celebração da palavra poética e de suas múltiplas expressões. Printa-FeiraEntre 8 e 10 de maio, acontece em São Paulo a 10ª edição da Printa-Feira, evento dedicado às publicações independentes e à produção gráfica contemporânea. Com foco na diversidade, a feira reúne artistas, editoras e coletivos de diferentes regiões do Brasil, promovendo a circulação de obras impressas, como zines, livros de artista e pôsteres, além de incentivar o diálogo entre criadores e público. 5º Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e GráficosDe 13 a 15 de maio, acontece o 5º Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos, reunindo profissionais do mercado editorial para discutir tendências, desafios e oportunidades do setor. A programação inclui painéis e debates voltados à cadeia do livro, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento das relações entre os diferentes agentes da área. Festival Poesia no CentroEntre 15 e 17 de maio, acontece em São Paulo o Festival Poesia no Centro, reunindo autores do Brasil e de outros sete países. O evento promove leituras, debates e performances poéticas em diferentes espaços da região central da cidade, fortalecendo o intercâmbio internacional e ampliando o alcance da poesia contemporânea. Festival Literário de Santa CatarinaDe 21 a 31 de maio, acontece em Joinville, no Complexo do Centreventos Cau Hansen, o Festival Literário de Santa Catarina, que marca a evolução da tradicional Feira do Livro da cidade. O evento reúne nomes como Valter Hugo Mãe, Geovane Martins, João Anzanello Carrascoza e Marcelo D’Salete, além de autores da literatura infantojuvenil, e aposta no diálogo entre literatura e outras artes, com programação distribuída em múltiplos palcos. Financiamentos coletivosLow: os anos de Bowie em BerlimA editora hipotética está com financiamento coletivo aberto até meados de maio para publicar a HQ Low: os anos de Bowie em Berlim. Essa é a terceira HQ de Reinhard Kleist publicada pela editora. A primeira, em 2023, também publicada via financiamento coletivo, foi Nick Cave: piedade de mim, biografia em quadrinhos do líder da banda The Bad Seeds, e a segunda foi Starman – David Bowie: a era Ziggy Stardust. AntiquárioA editora Urutau está com financiamento coletivo aberto na plataforma Benfeitoria, com o livro de poesias Antiquário, de Maria Policarpo, em pré-venda. Nos últimos cinco anos, a editora Urutau publicou mais de mil livros sem qualquer custo para os autores e as autoras.
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segunda-feira, 4 de maio de 2026
Latitudes #72
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Uma proposta logística e editorial (ou descentralizar ≠ fragmentar)
Uma proposta logística e editorial (ou descentralizar ≠ fragmentar)Nossa circular de abril.
Olá, assinante e colaborador(a) do RelevO. Bem-vindo à circular de fim de abril do Jornal. Estamos nos ajustes da próxima edição, que deve ir para a gráfica nesta-terça-feira (28). Hoje, trazemos com dois recados, do centro às margens. 1.
Tudo isso faz parte das ambições de um jornal impresso de literatura como o RelevO. Entendemos que existe uma geografia invisível que define o que circula, o que ganha corpo e o que é renegado à margem. No campo editorial, o jogo de forças costuma apontar para poucos polos, que concentram não apenas editoras, mas também livrarias, imprensa, crítica e legitimidade. Enquanto periódico independente (e aqui dizemos de certas amarras, não de outras), estamos situados em um cenário que se apresentava antes de nós, com aspectos negativos históricos — não somos por acaso o país dos não leitores, de acordo com o Retratos da Leitura (2024). Aliás, nunca quisemos nos rebelar contra circuitos estabelecidos, e inclusive queremos circular por eles porque entendemos que todos temos ambições semelhantes: chegar em mais leitores e propor maior circulação de ideias. Mas entendemos que precisamos olhar e alcançar outras paragens. E o que está ao nosso alcance? Descentralizar a logística. Quando um periódico como o RelevO se espalha por cidades médias, periferias e regiões pouco atendidas, ele atinge novos pontos de leitura. Queremos alterar a lógica de quem pode ler, escrever, publicar e ser reconhecido. A distribuição deixa de ser um fim logístico e passa a ser uma proposta editorial. Acreditamos que essa escolha impacte diretamente o tipo de texto que recebemos. Um veículo que circula apenas em centros consolidados tende a dialogar com um repertório mais homogêneo de ideias e registros, mesmo que da abundância exista maior possibilidade de se peneirar a originalidade. Quando a circulação se expande, o Jornal passa a lidar com outras realidades, outros ritmos, outras urgências. A linguagem se desloca junto. O desconhecido deixa de ser uma abstração e passa a ter endereço, sotaque e contexto. Existe também um efeito interessante que não pode ser ignorado. Ao ocupar novos territórios, um jornal de literatura pode criar demandas por circulação, estimular parcerias locais, integrar-se com ecossistemas culturais novos. Pequenas livrarias, cafés, centros culturais e coletivos podem integrar esse circuito. Mas talvez o ponto mais importante seja outro: a descentralização cria pertencimento. Quando alguém encontra um jornal de papel e de literatura em sua cidade, quebram-se barreiras em relação à literatura, que – de algo distante ou reservado aos grandes centros – torna-se próxima, cotidiana. E, em muitos casos, esse encontro é o início de uma trajetória como leitor ou mesmo como autor. O desafio é econômico, isto é, de conseguirmos sustentar os envios regulares com o aporte da nossa comunidade. O segundo desafio, de ordem editorial, está em sustentar esse movimento sem cair na tentação de reproduzir os mesmos filtros de sempre, com textos que explicam a explicação, e não vamos nos estender muito nisso e em uma certa tendência da literatura contemporânea. Assim, a decisão de voltar a publicar bios (pequenas biografias), inclusive, nasce desse movimento de descentralização. Em um cenário onde muitos autores ainda circulam sem mediação ou reconhecimento fora de seus territórios, a bio pode funcionar, em certa escala, como ponto de ancoragem. Se o RelevO vai chegar aonde nunca chegou, talvez passemos a revelar pelas bios os nossos deslocamentos. De fato, essas bios podem ampliar a leitura; ainda assim, não deixaremos de publicar aqueles que usam pseudônimos e não querem revelar seus IPs. Toda escrita parte de um lugar. Ao explicitar esse lugar ou ignorá-lo, o Jornal não restringe o texto – ao contrário, abre novas camadas de interpretação. Para um projeto que busca ampliar circulação e diversificar vozes, assumir essas identidades é uma nova escolha editorial. Descentralizar, no fim, não é fragmentar. Ao espalhar pontos de leitura, ampliar vozes e assumir origens, imaginamos que o Jornal não se disperse. Cada cidade, cada autor, cada leitor passa a integrar uma mesma trama, feita de contrastes, tensões e encontros. Não ignoramos o papel histórico e a potência dos grandes centros culturais, apenas reconhecemos uma relação entre a logística e a edição. Inscreva-se gratuitamente na nossa newsletter! 2.As edições do RelevO ficam prontas entre os dias 22 e 27 de cada mês. Da saída da gráfica, ali pelo dia 28, até os Correios, vamos por aproximadamente três dias de logística, sempre com a meta de enviar os exemplares no primeiro dia útil do mês seguinte, tanto para assinantes como para pontos de distribuição. Contudo, em abril, alguns feriados interferiram um tanto, não em relação ao envio no primeiro dia útil, e sim ao fluxo de recebimentos, que atrasou em algumas regiões. Se você foi afetado pelos atrasos ou sequer recebeu a edição do mês, não deixe de nos escrever. Em linhas gerais, os movimentos do RelevO não se sustentam sozinho. Dependemos de quem lê, de quem escreve e de quem acredita em nosso projeto cultural. Indique um espaço na sua cidade, apresente o Jornal a um café, a uma livraria, a um centro cultural. Apoie financeiramente, anuncie, assine, presenteie, convide outros a entrar nessa rede. Cada gesto influencia o nosso alcance e fortalece o circuito que almejamos ampliar. E assim vamos lentamente, um ruído entre os sonhos editoriais e as engrenagens logísticas.
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Latitudes #72
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