Latitudes #77Concursos literários, editais, cursos de literatura, eventos literários e financiamentos coletivos de 1º a 30 de outubro.
Concursos literários1º de outubro[Brasil] Prêmio São Paulo de LiteraturaO Prêmio São Paulo de Literatura, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, está com inscrições abertas para sua 19ª edição. Podem concorrer romances escritos originalmente em português e com primeira edição publicada no Brasil em 2025 nas categorias Melhor Romance e Melhor Romance de Estreia. O vencedor de cada categoria recebe R$ 200 mil. [Brasil] Aula gratuita “Tudo começa com um risco”A Seiva promove a aula gratuita “Tudo começa com um risco”, com o cartunista Adão Iturrusgarai, em 1º de outubro, das 19h30 às 21h, via Zoom. No encontro, o autor desenha ao vivo e compartilha referências como Wolinski, Laerte e Millôr Fernandes. [Brasília] Imersão de escrita experimental gráfico-tipográficaO autor e artista gráfico Gustavo Piqueira está em Brasília, a convite do Laboratório de Tipografia da UnB, para uma imersão de escrita experimental gráfico-tipográfica que vai virar livro pela editora Lote 42. Em 1º de outubro, às 10h, ele faz uma fala aberta e gratuita no auditório da Faculdade de Comunicação da UnB. No mesmo dia, às 19h, as livrarias Paradeiro e Minú promovem, de graça, um bate-papo com Piqueira. 2 de outubro[São Paulo] Expositores na Feira do Livro do 6º Festival Mário de AndradeEditoras, coletivos literários, autores independentes e instituições dedicadas ao livro de todo o país podem se inscrever para expor na Feira do Livro do 6º Festival Mário de Andrade, que acontece em 28 e 29 de novembro, na Praça Dom José Gaspar, no Centro de São Paulo. Serão 32 tendas cedidas sem custo aos expositores. 70% das vagas são reservadas a autores independentes e editoras com até 250 títulos em catálogo. 4 de outubro[Brasil] Cursos gratuitos e online de escrita e literaturaO projeto de extensão UVAProva, da Universidade Veiga de Almeida, está com inscrições abertas para três cursos online e gratuitos de escrita e língua portuguesa, entre eles “Letramento literário para adultos e terceira idade”. As aulas acontecem das 20h às 21h até 17 de outubro. 6 de outubro[Brasil] Clube de leitura Terapia LiteráriaNas terças-feiras de outubro, o Terapia Literária, clube de leitura online dedicado a narrativas curtas, discute contos em que os animais são protagonistas. Com curadoria de Maria Paula Coelho, os textos escolhidos são de Tchekhov, Kafka e Clarice Lispector, e os encontros acontecem em 6, 13, 20 e 27 de outubro. Inscrições aqui. 13 de outubro[Brasil] Curso “Ferramentas para criativos”A Seiva abre inscrições para o curso online “Ferramentas para criativos”, voltado a artistas e escritores que querem entender e experimentar a inteligência artificial sem abrir mão da própria autoria. Com Ana Freitas e Cris Dias, são seis aulas ao vivo às terças-feiras, de 13 de outubro a 17 de novembro, nas quais cada estudante desenvolve um projeto criativo pessoal. [Curitiba] Oficina gratuita de dramaturgia cômicaO Trio Cuspão de Teatro seleciona participantes para a Oficina de Imersão em Dramaturgia Cômica, que acontece de 13 a 16 de outubro, das 19h às 22h, na Garalhufa Escola de Atuação, no Centro de Curitiba. Ministrada pelo dramaturgo e pesquisador do riso Amande Macedo, a oficina é voltada a maiores de 17 anos interessados em escrita e humor. 15 de outubro[Brasil] Prêmio Literário Inverno das PalavrasA Editora Typus está com as inscrições abertas para a 2ª edição do Prêmio Literário Inverno das Palavras, dedicado às formas breves nas categorias Microconto, Micropoesia e Haicai. Os textos devem ser escritos em português e podem ser inéditos ou já publicados, com taxa de R$ 40 por obra. 90 textos integrarão uma coletânea impressa e digital, e a premiação total soma R$ 18 mil. 16 de outubro[Brasil] Prêmio Pretas PotênciasO Instituto Feira Preta recebe inscrições para a 2ª edição do Prêmio Pretas Potências, que vai reconhecer 25 artistas e coletivos negros de todo o Brasil em sete categorias, entre elas literatura. Artistas individuais recebem R$ 10 mil, e grupos e coletivos, R$ 15 mil. 20 de outubro[Brasil] 1º Bula Prêmio de MicrocontoA Revista Bula recebe inscrições para o 1º Bula Prêmio de Microconto, aberto a textos originais em português, de tema livre, com 300 a 3 mil caracteres. Serão distribuídos R$ 40 mil entre 15 vencedores, com R$ 15 mil para o primeiro lugar, e o júri reúne Giovana Madalosso, Joca Reiners Terron, Andréa del Fuego, Marçal Aquino e Tainá Corrêa. A taxa é de R$ 90 por texto até 20 de outubro e de R$ 100 depois dessa data. 21 de outubro[Brasil] Curso sobre Jane AustenA Escrevedeira está com inscrições abertas para o curso online Self, sociedade e sátira, com Sandra Vasconcelos. Em seis encontros, às quartas-feiras, das 15h às 17h, de 21 de outubro a 25 de novembro, o curso discute herança, casamento, classe social e personagens femininas no romance de Jane Austen, além da ironia e da sátira na narrativa. 24 de outubro[Santa Catarina] Oficina gratuita sobre dramaturgia e escrita criativaA Biblioteca Municipal Machado de Assis, em Balneário Camboriú, recebe inscrições para a última turma da oficina gratuita “Dramaturgia e Escrita Criativa: Escrevendo Imagens”, com a doutora em Artes Cênicas Melize Zanoni. A partir de estímulos visuais, os participantes criam microcenas e microtextos em tempo real. 30 de outubro[Brasil] Prêmio #FakeTôForaO Prêmio #FakeTôFora, do Instituto Palavra Aberta em parceria com o Porvir, recebe inscrições para reconhecer educadores que criam clubes ou coletivos de checagem nas escolas, colocando estudantes à frente do combate à desinformação sobre democracia e eleições. Podem participar professores do Ensino Fundamental II, do Ensino Médio e da EJA. O primeiro lugar recebe R$ 10 mil. [São Paulo] Propostas para o Congresso Internacional da IRSCLA International Research Society for Children’s Literature (IRSCL) recebe propostas de trabalhos para seu congresso internacional, que acontece pela primeira vez no Brasil, de 24 a 28 de julho de 2027, na ECA-USP. Com o tema “Literatura Infantil no Século XXI: Abraçando a Bibliodiversidade”, o evento aceita painéis, mesas-redondas, trabalhos individuais e pôsteres em português, inglês e espanhol. PUBLIEDITORIAL[BRASIL] A Editora Coragem é uma editora independente brasileira sediada em Porto Alegre (RS), focada na publicação de obras de ficção e não ficção voltadas ao pensamento crítico e ao debate político, social e cultural da América Latina. Feiras e festivais literáriosMamute #8Nos dias 2 e 3 de outubro, das 11h às 20h, o Salão de Eventos do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, recebe a oitava edição da Mamute, feira de arte gráfica, literária, artesanal e autoral. Nesta edição, o evento ganhou um dia a mais e reúne artistas e publicadores selecionados que trabalham com produção independente, fazer manual e criação autoral. Lombada – Festival Literário da PUC-PREntre 6 e 8 de outubro, a Biblioteca Central da PUC-PR, em Curitiba, recebe a Lombada – Festival Literário da PUCPR. Com o conceito “Multiplicidade”, a edição deste ano reúne em uma feira de livros e artes gráficas editoras universitárias e comerciais, distribuidoras, coletivos independentes, artistas gráficos, marcas de papelaria criativa e encadernadores artesanais. Festival Literário Rio DiversidadeNos dias 8 e 9 de outubro, a Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio de Janeiro, recebe gratuitamente o Festival Literário Rio Diversidade. Organizado pela Drum Brasil, o evento reúne 50 editoras e 50 escritores, com feira de livros, lançamentos, debates, oficinas e saraus, além de um pitching literário em que novos autores disputam a publicação de uma obra pela Editora Drum. Hélio de La Peña, Selminha Sorriso e Gê Coelho estão entre os convidados. 72ª Feira do Livro de Porto AlegreDe 30 de outubro a 15 de novembro, a Praça da Alfândega, em Porto Alegre, recebe a 72ª Feira do Livro, organizada pela Câmara Rio-Grandense do Livro. A patrona desta edição é a escritora, antropóloga e educadora Heloisa Pires Lima, autora de Histórias de Preta e referência na literatura infantojuvenil com protagonismo negro. Eliane Potiguara, Ana Maria Machado, Aline Bei, Jessé Souza, Afonso Cruz e Neige Sinno estão entre os nomes confirmados. Financiamentos coletivosContos do Fim do MundoA Editora Bloco está com financiamento coletivo aberto na plataforma Catarse até 10 de outubro para a publicação do livro Contos do Fim do Mundo, escrito pelos divulgadores científicos Mila Massuda e Emilio Garcia, com ilustrações de Rapha Pinheiro e edição de Sidney Gusman. Os contos transitam entre ficção social, suspense e conflitos socioambientais, e tratam de desejo, desigualdade, família e perdas. FLALIN – Festa Literária Internacional de Águas de LindóiaA D’Livros Editora está com financiamento coletivo aberto na plataforma Catarse para viabilizar a primeira edição da FLALIN – Festa Literária Internacional de Águas de Lindóia, que acontece de 29 de outubro a 1º de novembro no Balneário Municipal da cidade paulista. Com o tema “literatura para todas as gerações”, a festa homenageia o editor Leonídio Balbino da Silva, seu idealizador, e terá lançamentos, debates e contação de histórias. É possível contribuir até 16 de outubro.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Latitudes #77
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Das diversas de dar errado para, quem sabe, dar certo — ou engrenagens da cultura a partir de um jornal de papel e…
Das diversas de dar errado para, quem sabe, dar certo — ou engrenagens da cultura a partir de um jornal de papel e de literaturaColaboradores; [falta de] dinheiro; pausa logística para um café.
Bom dia, assinante e colaborador do RelevO, impresso mensal de literatura com o costume de ter ideias para diversificar as formas de prejuízo. Na circular de hoje, trazemos três recados, simples como emprestar dinheiro da própria maquininha de cartão. 1.Entre dias de chuva, vento e frio em Curitiba, lançamos um filme! Na última quinta-feira (17), tivemos a estreia do nosso primeiro curta-metragem, Colaboradores, na Macro, em Curitiba. Foi... um sucesso? Tivemos público, entre 150 e 200 pessoas (!), com amigos, familiares, envolvidos na produção do filme, devedores ameaçados, assinantes do RelevO e curiosos. Isso em uma quinta-feira à noite, com 12°C, amenizados pela música dos DJs da Voodoo e pelos ótimos coquetéis da casa. Por volta das 21h, depois de discursarmos para agradecer aos patrocinadores e envolvidos (e não deixar que eles se escondessem na multidão, sendo publicamente responsabilizados pelo que todos logo viriam a assistir), subimos alguns lances de escada e fizemos a projeção do filme, um tanto amedrontados com a possibilidade real de ser tudo um grande desastre (vide texto passado). Foi uma sensação similar à de uma caminhada para cobrar um pênalti numa disputa eliminatória.
/socada/, a sala comportou muita gente em pé atrás das cadeiras – e nas laterais (Fotos: @trevisan4pic e Lorenza Ribeirete).
Sobrevivemos. Não sem atravessar todos os estágios do risco (coração na mão, pele em jogo, c* na reta). Houve risadas — a cada uma, um grande, grande alívio. A gradual sensação do público absorvendo os personagens e a narrativa. “Sucesso” é difícil de medir, até porque ninguém diria “ficou uma bosta” na nossa frente. Estamos cientes disso. Mas nem nosso pessimismo mais amargo defenderia que o filme e o evento não funcionaram. Funcionou. Não foi constrangedor. Não foram 28 minutos de silêncio. Não houve um compilado de sorrisos amarelos. Passada a adrenalina, nos demos conta da improbabilidade de fazer uma comédia funcionar em tal contexto. Por exemplo, qualquer falha no som (seja técnica — de nossa parte —, seja do contexto [equipamento, local, pessoas ao redor] da apresentação) pode atrapalhar compreensão e ritmo, e qualquer ruído é capaz de matar qualquer piada. Até porque não exibimos o filme em um cinema de fato. Apesar do ótimo espaço, há uma diferença intrínseca. Por fim, o filme ainda requer alguns ajustes e correções — o que talvez o espectador médio não consiga perceber (ou consiga?), mas para nós são gritantes. Ou seja, funcionou a despeito de tudo isso. Ademais, não estamos sequer considerando um possível sucesso financeiro. Tivemos custos (produção) e continuamos a tê-los (eventos) — não vemos muita margem para lucrar com o filme, ao menos não por ora. Porque daqui alguns meses, naturally, a HBO vai oferecer uma nota para adaptar Colaboradores como série. Em linhas gerais, Colaboradores é uma comédia corporativa. O curta acompanha o drama de três colegas de RH prestes a encerrar o expediente de sexta-feira. Como tudo o que envolve humor, trata-se de algum nicho. Enxergamos a premissa como um drama de classe média, que dialoga com qualquer pessoa (posicionada entre a miséria e o herdeiro) que precisa trabalhar — e vive as contradições das relações trabalhistas. Não somos herdeiros (infelizmente), não vivemos na miséria (felizmente) e também precisamos vender nosso trabalho diariamente. Produzir um filme sempre foi um sonho do RelevO, que acredita que o cinema é uma das grandes formas de contar uma história. PORÉM, assim como o jornal de papel custa, o custo-cinema não é baixo. Investimos nesse evento – gratuito – e nos próximos. O que, para um caixa já solapado pelas intempéries de setembro, nos deixa em uma situação ainda mais lamentável. Temos mais duas exibições confirmadas. Uma em 17 de outubro, no Espaço SFC, mantido pelo extraordinário Royalty Café (e você lê em primeira mão aqui!); outra em 17 de novembro, na Cinemateca de Curitiba (!). Comunicaremos devidamente cada uma pra constrangê-los a prestigiar. Em 20 de novembro, depois de esgotarmos todo o nosso ciclo de amigos e apoiadores, faremos a última exibição — uma pitoresca “sessão da madrugada” no Mad Jack Bar. Depois, pretendemos cometer harakiri, não sem antes queimar nossas camisetas de banda (e organizar uma sessão secreta numa TV de tubo do Bar do Pedro Lauro, onde o filme poderá enfim descansar). Só então ele conhecerá seu habitat, isto é, a internet. assine o RelevO, POR FAVOR PELO AM.. 2.É preciso ter paciência com os projetos culturais independentes¹. O RelevO está sem dinheiro, o que não é notícia nem surpresa para ninguém. O ciclo de existência de um impresso mensal de literatura não difere muito da infraestrutura de outras iniciativas de literatura que, de algum modo, estão nadando contra a maré, fora das ondas sazonais de remuneração ou destituídas de sobrenomes aristocráticos. O RelevO não faz dancinhas, embora agora tenha um TikTok (!). Basicamente, vivemos mês a mês, com pouca margem de erro ou capital de giro. Nunca tivemos fins lucrativos (porque nunca conseguimos) e sempre apresentamos nosso balanço financeiro na página 3 do impresso. O prejuízo geralmente oscila entre R$ 100 e R$ 500 ao mês, que acabam absorvidos por trabalhos extras do editor calveludo. Contudo, pequenos movimentos inesperados de entrada ou saída de caixa são suficientes para que o nosso coração financeiro ameace colapsar e entremos no conhecido modo pedinte-cultural. De fato, o RelevO está em uma fase financeiramente delicada. Entre agosto e setembro, as nossas entradas financeiras diminuíram em mais de 50% em relação ao mesmo período de 2025, e justamente na base que mais nos desestabiliza: os assinantes. Os números podem ser mais esclarecedores: para pagar os custos mensais, precisamos de aproximadamente 100 assinantes por mês. Hoje, 24 de setembro, quatro dias antes do prazo previsto de envio para a gráfica, estamos… distantes do valor necessário. Naturalmente, são muitas as possíveis justificativas para a nossa queda de faturamento, das mais abrangentes (como aumento dos custos de vida/inflação, e aí os itens culturais são os primeiros a evaporar) até, quem sabe, um certo esgotamento da nossa base com o nosso projeto ou o fato de que, ao produzirmos outras coisas, aparentamos estar bem, isto é, estabelecidos. Pedir apoio, sabemos, também cansa quem lê e, principalmente, quem ajuda. Não nos assina? Cogite assinar o RelevO. Acredite no nosso projeto. Não porque sejamos indispensáveis — nenhum jornal é —, mas porque algumas coisas só continuam existindo porque uma comunidade investe e entende que vale a pena mantê-las vivas. Há 16 anos, todos os meses, fazemos esse jornal chegar às mãos de leitores, escritores, livreiros, estudantes e pessoas que nunca conheceremos. Cada edição que vai para a gráfica é, de algum modo, uma pequena vitória contra o desaparecimento. Se o RelevO ainda existe, não é porque aprendemos a sobreviver sozinhos. É justamente o contrário: existimos porque, ao longo desses anos, muita gente resolveu existir conosco. Neste mês, mais uma vez, precisamos de você. 3.E ainda tem os Correios... Sofremos intempéries na logística do mês, com algumas reclamações sobretudo em São Paulo e Rio de Janeiro, o que não nos surpreende. As encomendas do café do Jornal também demoraram um pouco mais para chegar. Até o momento, porém, nenhum produto foi extraviado (ou bebido). Aliás, quer o café do RelevO? Falamos mais sobre essa beleza aqui. Fizemos um discreto lançamento no último dia 17 e ainda estamos aceitando encomendas. And so it goes. E la nave va. Café. Alguma coisa assim.
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‘É preciso discutir’ (Noel Rosa); ‘É preciso perdoar’ (Alcyvando Luz/Carlos Coqueijo); ‘É preciso dar um jeito, meu amigo’ (Erasmo Carlos/Roberto Carlos); ‘É preciso saber viver’ (idem); ‘É preciso dizer adeus’ (Tom Jobim/Vinicius de Moraes); ‘É preciso’ (Gonzaguinha). É preciso amor pra poder pulsar; É preciso paz pra poder sorrir; É preciso a chuva para florir…
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Latitudes #77
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