Seguidores

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A Chuva Na Janela



O som do vento parece ser uma presença, um aplauso celestial.
Cai a chuva fria, deitada e fina, como lágrimas que se desprenderam da humanidade que clama aflita e anseia por purificação...
som estremecedor e também clarões, que nos permitem ver o que há nas trevas ou por debaixo das densas nuvens. Por vezes, batem como sê asas de algum anjo que chegará anunciando boas novas.
Às vezes, podemos nos tornar a presa do sofrimento, se não nos fizermos imunes, fulminantes como o fogo, forte e voraz como o vento e perseverante como as águas.

@tânyscmoura
Dir.autorais Lei n°9.610/98

sábado, 11 de setembro de 2021

Dor de Onze de Setembro



🤔Dor de Onze de Setembro

Lá de cima, no céu vem aquele imenso clarão
Acompanhado de um grande trovão
Colocando em desespero a população,
O povo correndo em comoção
Gritos de horror, salvem a multidão!

Tá tudo caindo, o mundo se destruindo
Terremoto se esvaindo
A torre se diluindo...
Aquele arranha céu lindo !
Agredido por monstros alados.

O fio dos desesperados
Pobres coitados !
Dentro dos dois paus gigantes viraram nada !
Esse nada que hoje é tudo
Que sobrou do fim do mundo...

A Torre de Babel bendita
Caiu na armadilha maldita,
Deixando como herança setembrina
Mais um exemplo que alucina...

A dor cravada no peito
Não cessou direito
E todo ano tem o mesmo efeito
De quem morre, sofre e carrega para sempre
A dor do luto no peito...

📌Homenagem às vitimas da tragédia de 11 de setembro.

🤔Marcelo de Oliveira Souza,IwA
🤔2x Dr. Honoris Causa em Literatura
🤔instagram: marceloescritor
🤔Do livro Confissões Poéticas
🤔Do blog: http://marceloescritor2.blogspot.com
📌Pix: marceloescritor2@outlook.com
🤔Boa noite🌹🌚


 

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Setembro Amarelo

🤔Setembro Amarelo

Da independência,
Fez-se nação,
Na alegria da comunhão,
Da sociedade,
Vem logo a pressão,

Todo mundo uniforme,
Não é humano, não.
Dentro desse aspecto,
A tecnologia, é comunhão.

Todo mundo feliz,
Na rede do seu coração.
E lá no íntimo,
Não é verdade, não.

Só depois de tanta angústia,
Alguns não suportam não,
Culminando na autodestruição.

Nesse dilema,
Prestemos atenção,
Que às vezes
Os mais " felizes"
Escondem uma profunda
Depressão.

🤔Marcelo de Oliveira Souza IwA
🤔Dr. Honoris Causa em Literatura
🤔Do blog marceloescitor2.blogspot.com
🤔instagram: marceloescritor🌹
📌Campanha setembro amarelo
🤔Boa noite🌹🌚

NA SINFONIA DO CANTO



O verso que se transforma
E tornando-se especial
É a melodia que encanta
Em sinfonia musical.

É o canto que alegra
Nos cantar dos passarinhos
Se manifestam no cantar
Para não ficarem sozinhos.

É a música que encanta
Como sinal de esperança
Uma mãe que canta pro filho
Um cantar que acalma a criança.

É a sinfonia do canto
Recheada de muita emoção
Que a música seja a ponte
Do verso transformado em canção.

Parobé, 27 de agosto de 2021, a pedido da Carla da Instituição Calábria

GERALDO ANTONIO BOTH

AS MENTES SE PRENDEM


O céu está cinzento
E o meu coração
A chuva caindo ...
Lavando a calçada,
Espelhando o cinzento
Também pela estrada.
Os dias perduram,
Sem luz e sem tema,
Que faça a diferença
Do tempo da estação.
As intempéries se cruzam
E em mim me tocou,
Fazendo cair
A folha do Outono,
Perdendo a cor
Vibrante do amor.
A dor se revela
Em lágrimas salgadas,
Gemendo sem voz,
O que a alma não cala.
E no silêncio da noite
As mentes se prendem,
A sonhos que amam
E não podem morrer!

aliceBertolo

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Existência

EXISTÊNCIA

Na poesia habíto,

Me guardo, existo.

Faço casa, circunscrita.

Nela, um grito cruza a alma,

São todos os sentimentos

que não digo.

Inquieta-me este rito

É preciso construir enfim,

residência. Nela,

nada há fora,

Tudo é  essência.

Neste fim está o meu início

Daquilo que sei, serei, um dia

No infinito dos sonhos

Em que vivo.

[Cleuza Silveira]🌻






Assombro


Hoje, aos suspiros, observo o silêncio
 a espreitar,
E uma saudade morna toca meu peito,
a desejar
que o mundo fosse pequeno
e que eu pudesse te encontrar
no meu vazio, silente, perene pulsar.
...
O tempo dobra as esquinas da vida e,
ao passar, não te encontro mais a gargalhar
felicidades pequenas, miúdas alegrias a espalharem-se pelas ruas,
numa tão sonhada estrada tua.
..
E o mundo torna-se penumbra
o pensamento a vagar, serei eu
a te esperar, na calçada fria da vida?
..
Vagas palavras que não definem
o pensamento a ondular, água de
seca que assim como vem, é partida.
..
Escolho o assombro da mente
que duvida de si ao vibrar, e parte
rumo aos confins do presente.
..
Silêncio, a mente quer descansar.

Cleuza Silveira

Sobre criar e (se) expor

Enclave #139: por um momento de sonho para fazer a fantasia. Trailer de ‘Colaboradores’. Charles Dickens. ͏     ­͏     ­͏     ­͏     ­...